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BI, B2B, B2C, CSV, JSON, XML e, finalmente, TI. Você pode até não saber o significado dessas siglas, mas a tendência é que elas e várias outras estejam cada vez mais presentes no seu ambiente de trabalho – você percebendo-as ou não. Essa salada de letras, aliás, já é uma realidade em muitas empresas, independente de porte ou área de atuação. Elas representam atividades ou soluções ligadas a recursos de computação, que integram um conjunto de aplicações chamado Tecnologia da Informação (TI).
Comumente, costuma-se atribuir TI ao desenvolvimento de sistemas, à comunicação de dados e aos processos de transmissão de informação. O fato de ela estar ligada a uma série de variáveis, no entanto, dificulta a formulação de um conceito que a explique de uma maneira definitiva. Isso acontece porque a área de TI se transforma com muita rapidez. Essa evolução abre um leque de oportunidades para as empresas, que vislumbram novas maneiras de melhorar os seus processos internos e externos. “TI nos dias de hoje é um termo que não é mais estranho às empresas”, afirma o especialista na área Er Galvão Abbott.
Autodidata e há mais de dez anos atuando com programação de websites e sistemas corporativos com interface web, Galvão destaca a ascensão da TI desde a consolidação da internet. “Tecnologia da Informação é, comparativamente, o mercado que obteve o maior crescimento técnico nos últimos anos, e de forma mais rápida”, diz. Os benefícios disso, segundo o especialista, se resumem a um maior poder de comunicação com clientes e fornecedores e parceiros.
EFEITO DOMINÓ
A partir do momento em que a comunicação é agilizada, fruto dos processos de TI, explica Galvão, um impacto positivo é aplicado à empresa como um todo, em um efeito dominó: “O conhecimento de mercado é adquirido de forma mais rápida e fácil, possibilitando a aplicação eficaz de Business Inteligence (BI) nas decisões da empresa. Torna-se mais fácil captar o feedback do cliente e realizar ações de acordo com as necessidades encontradas”, conta.
Esse ganho de agilidade, além de benéfico para a própria empresa, também pode acabar sendo vantajoso para o mercado e para os próprios consumidores. “Quando todas as empresas ganham agilidade, é como se pesos fossem retirados de suas equipes. O mercado ganha em competitividade e evolui de forma natural”, analisa Galvão.
QUEBRANDO PARADIGMAS
A adaptação às constantes inovações tecnológicas é complicada, segundo Galvão, porque TI é um mercado ainda muito jovem e que somente agora está iniciando um processo para se estabelecer de fato. Além disso, a evolução interminável dos processos também restringe grandes investimentos e um planejamento em longo prazo. Portanto, nem todas as organizações podem se dizer preparadas para essa realidade.
Mesmo assim, Galvão conta que é fácil identificar uma empresa que está crescendo com TI. E não necessariamente isso está relacionado ao seu porte ou aos recursos financeiros que ela têm à disposição. “Quem cresce é quem muda seus paradigmas, deixa de lado o conceito de que ‘empresa é tudo igual’”, destaca o especialista, que lembra que humildade também é importante. “O mais grave não é errar; é fingir que o erro não aconteceu e não tomar medidas para resolvê-lo”.
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