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Especialistas defendem opções para financiamento habitacional
19/03/2010 - 11h39min - Fonte: www.dci.com.br
A poupança não será suficiente para suprir o crescimento que o mercado imobiliário brasileiro deverá ter nos próximos anos, por isso governo e setor privado devem trabalhar em conjunto para desenvolver mais aceleradamente o mercado de crédito imobiliário alternativo àquele que tem como fonte de recursos a caderneta. Essa foi a visão colocada por analistas do setor privado durante a 2ª Conferência Internacional de Crédito Imobiliário promovida pelo Banco Central.
Os palestrantes defenderam que sejam tomadas medidas de "sintonia fina" no marco regulatório para estimular o crescimento dos fundos de investimento imobiliário e também do mercado de securitização - em que lotes de crédito imobiliário são "empacotados" em instrumentos financeiros, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), e vendidos a investidores no mercado de capitais.
A avaliação geral é de que o volume de crédito imobiliário no Brasil ainda é baixo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) e que a tendência, com a retomada do crescimento econômico na média de 5% ao ano e os juros em níveis historicamente mais baixos, além do aumento do poder aquisitivo da população, a demanda por imóveis será muito mais forte do que a taxa de crescimento dos depósitos em poupança. Por isso, é importante ter um mercado alternativo de instrumentos financeiros ligados ao setor imobiliário, de modo a que haja fontes suficientes de financiamento para se atender a essa procura por crédito de imóveis.
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