Descubra as praias mais desertas de Florianópolis neste guia da Brognoli
Florianópolis guarda muitas surpresas além das praias badaladas: existe um lado da Ilha da Magia feito para quem busca silêncio, paisagens quase intactas e o prazer de descobrir cantinhos que parecem exclusivos. Essas praias desertas, algumas quase secretas, outras apenas exigentes no acesso, convidam a caminhadas longas, mergulhos em águas limpas e noites sob um céu estrelado sem poluição luminosa.
Se você tem espírito aventureiro, curte isolamento consciente e valoriza experiências autênticas, este guia vai te ajudar a planejar roteiros para conhecer as praias mais desertas de Floripa com segurança e respeito ao ambiente.
Abaixo, detalhamos cada destino, como chegar, o que levar e por que vale a pena incluí-los na sua próxima visita.
Canajurê é daquelas praias pequenas que parecem um recanto particular. O acesso é feito por trilha a partir de Jurerê e a caminhada já anuncia o tom do lugar: silêncio, sombra de vegetação e um mar claro, de ondas suaves. Por ser pouco frequentada, é um ótimo ponto para casais que buscam privacidade ou para quem quer passar uma tarde lendo à beira-mar.
O cenário muda rapidamente com a maré; em alguns momentos aparecem piscinas naturais entre as pedras que convidam ao mergulho. Leve água, protetor e cuidado com a trilha — calçados firmes são recomendados. Em horários de baixa temporada a sensação de exclusividade é ainda maior.
Pequena e discretíssima, a Praia do Calhau Miúdo fica entre Santinho e Moçambique e só revela seu encanto para quem encara a trilha. Não espere extensa faixa de areia: a praia surge mais nos períodos de maré baixa, quando as pedras e formações rochosas aparecem, mostrando oficinas líticas e uma vista linda das ilhas próximas.
É um local de contemplação e estudo, ótimo para quem gosta de fotografia de paisagem e observação de formações rochosas. A trilha costuma ser técnica e não é indicada para crianças pequenas; respeite a sinalização e evite alterar o ambiente.
A chamada Praia Secreta ganhou o apelido por ficar fora dos roteiros convencionais e por ter acesso complicado, que preserva seu caráter quase inabitado. Surfistas costumam guardar a localização a sete chaves, mas quem encontra o caminho descobre uma enseada com ondas consistentes e um chão de pedra que exige atenção ao caminhar.
A chegada pode ser pela Praia do Gravatá ou por estradas secundárias próximas à Joaquina; acostume-se a navegar por trilhas e veredas. Leve calçado aquático para evitar cortes nas pedras e, se for surfar, confira sempre as condições do mar.

Praia Secreta, em Florianópolis
Escondida por trilhas que partem da Praia da Solidão, o Saquinho recompensa quem percorre o caminho com uma pequena vila, casinhas de madeira e um mar que parece ter parado no tempo. A chegada exige cuidado, os degraus de cimento e áreas escorregadias pedem atenção redobrada em dias úmidos.
A convivência com a comunidade local torna a visita especial: respeito e silêncio são essenciais. Aproveite para observar o dia a dia dos moradores, degustar petiscos artesanais quando disponíveis e curtir um pôr do sol tranquilo.
Naufragados é um daqueles destinos onde o tempo parece ter outro ritmo. O acesso é por trilha ou barco, e a ausência de carros garante contato direto com a natureza. No local, o farol e algumas construções históricas imprimem um ar de mistério e encanto.
Ideal para quem quer acampar (verifique regulamentação local) ou simplesmente passar o dia em um ambiente quase intocado, Naufragados também é excelente para observar aves e caminhar por trechos de mata preservada. Respeite horários e regras locais para manter o equilíbrio entre visitação e preservação.
A Praia da Tainha revela o lado mais rústico e comunitário da ilha: pequena, frequentada por moradores e pescadores, é um ponto para quem gosta de vivenciar a cultura local. O acesso parte da região da Lagoinha por trilhas curtas, e a área é conhecida pela pesca da tainha, daí o nome.
Por ser usada por pescadores, o respeito às áreas de trabalho e às embarcações é fundamental. Combine o passeio com uma conversa com moradores quando possível: histórias locais enriquecem a experiência.
Lagoinha do Leste é um cartão-postal da natureza selvagem de Florianópolis. Cercada por montanhas e com um visual dramático, a praia exige trilha de nível moderado a difícil, e recompensa cada passo com areia limpa, mar azul e uma sensação de isolamento que poucos lugares oferecem.
As ondas podem ser fortes; não é o melhor ponto para nadadores inexperientes. Prepare mochila com água, lanche, protetor e kit de primeiros socorros. Se planeja pernoitar, informe-se sobre regulamentações de camping e sempre deixe o local limpo.
• Confira também: As Melhores Praias em Floripa
É difícil chegar a essas praias?
Sim, muitas exigem trilhas ou acesso por barco. Informe-se sobre o nível de dificuldade antes de sair.
Preciso de guia?
Se não tem experiência com trilhas locais, contratar um guia é recomendado e aumenta a segurança e o aproveitamento do passeio.
É seguro acampar?
Alguns locais permitem camping, outros não. Consulte órgãos responsáveis e respeite regras ambientais.
Encontro estrutura nas praias?
A maioria não tem infraestrutura: leve água, comida e tudo que precisar; não conte com comércio local.
Como ajudar na preservação?
Leve seu lixo, respeite a fauna e a flora, e não deixe rastros da sua passagem.
• Confira também: Por que Floripa é conhecida como a Ilha da Magia?
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As praias desertas de Florianópolis pedem preparo, respeito e curiosidade. Quem as conhece não esquece: são lugares que renovam, inspiram e nos lembram da importância de preservar o que é raro. Se você já visitou alguma dessas praias ou quer sugerir outras, conte sua experiência nos comentários, e, se decidir seguir para a aventura, vá com cuidado e deixe o lugar como o encontrou.
